Araguari se despede de um de seus filhos mais ilustres; Ator Rui Rezende morre aos 88 anos
Nascido no Triângulo Mineiro, o veterano construiu uma carreira de quase seis décadas no teatro, cinema e televisão, eternizando personagens que marcaram a dramaturgia brasileira
O ator Rui Rezende, um dos
grandes nomes da dramaturgia brasileira, morreu neste domingo (12), aos 88
anos. A informação foi confirmada pelo Retiro dos Artistas, onde ele vivia
desde 2019. O artista estava internado desde o início de julho em um hospital
no Rio de Janeiro.
Natural de Araguari, no
Triângulo Mineiro, Rui Rezende nasceu como José Pereira Rezende Filho e levou o
nome de sua cidade natal para os palcos e telas do país ao longo de uma
carreira iniciada ainda na década de 1960. Para os araguarinos, sua trajetória
sempre foi motivo de orgulho, consolidando-o como um dos mais importantes
artistas nascidos no município.
Com quase 60 anos de carreira,
Rui participou de dezenas de novelas, séries, filmes e espetáculos teatrais.
Seu papel mais lembrado foi o do Professor Astromar Junqueira, o
misterioso lobisomem da clássica novela Roque Santeiro (1985),
personagem que entrou para a história da televisão brasileira. Também deixou
sua marca em produções como Beto Rockfeller, A Favorita, Um
Lugar ao Sol, Bom Dia, Verônica e em filmes como Narradores
de Javé, Dona Flor e Seus Dois Maridos e O Homem
que Desafiou o Diabo.
Além da televisão, Rui Rezende
teve uma carreira sólida no teatro e no cinema, sendo reconhecido pela
versatilidade e pela intensidade de suas interpretações. Mesmo nos últimos
anos, continuou atuando e concedendo entrevistas, mantendo vivo o vínculo com a
arte que marcou sua vida.
A morte do ator gerou
manifestações de pesar de fãs, colegas de profissão e admiradores de sua obra.
Em Araguari, sua cidade natal, fica o legado de um artista que alcançou
reconhecimento nacional sem jamais perder suas raízes mineiras.
Rui Rezende deixa uma extensa
contribuição para a cultura brasileira, com personagens que permanecem na
memória de diferentes gerações e uma carreira que ajudou a escrever a história
da televisão, do teatro e do cinema no Brasil.
Por Fernando Alvim
