Araxaense confessa assassinato de corretora em Caldas Novas; briga foi a motivação do crime
Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, natural de Araxá, mas atualmente residia em Caldas Novas
A Polícia Civil de Goiás (PCGO)
trabalha com a suspeita de que a corretora de imóveis Daiane Alves Sousa, de 43
anos, encontrada morta após mais de um mês desaparecida, tenha sido assassinada
no subsolo do prédio onde a família possuía um imóvel, em Caldas Novas. O
síndico do condomínio, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, natural de Araxá,
em Minas Gerais, e que atualmente residia em Caldas Novas, confessou o crime e
foi preso nesta quarta-feira (27).
Em coletiva de imprensa
realizada nesta quarta-feira (28), investigadores da PCGO detalharam a possível
dinâmica do crime, com base no depoimento do próprio Cléber, imagens de câmeras
de segurança e relatos de testemunhas.
Daiane estava desaparecida
desde o dia 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio para verificar a
causa da queda de energia em seu apartamento. Imagens de segurança mostram a
corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o
recepcionista sobre a falta de energia.
Após o diálogo, ela retorna ao
elevador e desce ao subsolo. A partir desse momento, não há mais registros da
presença de Daiane nas câmeras do edifício.
Segundo a Polícia Civil, ao
descer ao subsolo pela segunda vez, a corretora teria encontrado o síndico do
prédio, momento em que os dois se envolveram em uma discussão. De acordo com o
próprio Cléber, o desentendimento teria sido o motivo do crime, já que ambos
acumulavam atritos anteriores.

Embora o suspeito não tenha
detalhado como a vítima foi morta, os investigadores apontam que o assassinato
provavelmente ocorreu ainda no subsolo do prédio. Toda a ação, conforme a
polícia, teria durado cerca de oito minutos.
O corpo de Daiane foi
localizado posteriormente em uma área de mata, e as investigações seguem para
esclarecer todos os detalhes do caso.
Fotos: divulgação
