Lagoa Formosa - Prefeitura passa a enviar lixo doméstico para aterro de Bambuí; após decisão judicial

A atual gestão tentou regularizar a situação ambiental, mas o processo já estava inviabilizado devido ao vencimento prolongado da licença

Notícias | Lagoa Formosa

27 Janeiro, 2026

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Lagoa Formosa - Prefeitura passa a enviar lixo doméstico para aterro de Bambuí; após decisão judicial


Na manhã desta terça-feira (27), o prefeito de Lagoa Formosa, Zé Amorim, participou do programa Radar, da Rádio Clube 98, onde esclareceu a situação envolvendo o destino do lixo doméstico do município e o encerramento do aterro sanitário do Maxixe.

Segundo o prefeito, o licenciamento ambiental do aterro venceu em 2021 e não foi renovado à época. A partir disso, o Ministério Público acionou a Justiça, que determinou que o município passasse a destinar os resíduos sólidos para um aterro devidamente licenciado em outra cidade. A decisão também prevê o encerramento definitivo do aterro local.

Zé Amorim explicou que, ao assumir a administração, a atual gestão tentou regularizar a situação ambiental, mas o processo já estava inviabilizado devido ao vencimento prolongado da licença. “Agora cabe ao município cumprir a determinação judicial, que é definitiva”, afirmou.

Mesmo sem licença ambiental válida, o lixo continuou sendo recolhido e destinado ao aterro do Maxixe até o momento da decisão final. A partir do dia 3 de fevereiro, o município iniciará o envio dos resíduos para o aterro sanitário licenciado de Bambuí, após passarem por triagem em uma usina municipal, que possui licenciamento ambiental.

O prefeito destacou que o impacto financeiro será significativo. O transporte envolve um percurso de aproximadamente 368 quilômetros ida e volta, com custo de R$ 12,50 por quilômetro rodado, além do pagamento de R$ 115 por tonelada de resíduo destinada ao aterro. O contrato anual firmado com a empresa responsável pelo serviço chega a R$ 2,1 milhões.

Atualmente, Lagoa Formosa produz entre 12 e 15 toneladas de lixo por dia após a triagem. Cerca de três a quatro toneladas são recicladas diariamente, o que ajuda a reduzir o volume e os custos. Em 2025, a venda de materiais recicláveis rendeu mais de R$ 200 mil ao município.

Diante do aumento das despesas, a prefeitura informou que não haverá cobrança adicional à população. O IPTU, segundo o prefeito, sofreu apenas reajuste inflacionário, sem repasse dos novos custos do transporte do lixo.

A administração municipal também iniciou ações para fortalecer a coleta seletiva, com distribuição de panfletos orientando a população sobre a separação correta dos resíduos. O objetivo é ampliar a reciclagem e minimizar os impactos financeiros e ambientais.

O aterro do Maxixe será oficialmente lacrado e passará por estudos ambientais, incluindo análises de solo e água, conforme exigências do Ministério Público, para avaliar possíveis contaminações e iniciar um plano de recuperação da área.

Zé Amorim ressaltou ainda que o contrato com o aterro de Bambuí será mantido até a implantação de um novo aterro regional, que deverá ser gerido por consórcio intermunicipal. Segundo ele, essa alternativa deve reduzir custos e facilitar a gestão dos resíduos sólidos na região.

Ao final da entrevista, o prefeito reforçou que a coleta de lixo na cidade segue normalmente, nos mesmos dias e horários, e pediu a colaboração da população neste momento de transição. “Decisão judicial não se discute, se cumpre. E não podemos deixar a população sem coleta”, concluiu.

Confira a entrevista completa com o Prefeito de Lagoa Formosa:

Fonte: Gabriel Araújo/Clube Notícia

Vanderlei Gontijo

vanderlei@patos1.com.br




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