Rio Paranaíba - Operação apreende canetas emagrecedoras e investiga uso indevido de nome de médico
o investigado teria utilizado indevidamente as informações do médico para adquirir o medicamento junto a fornecedores, conferindo aparência de legalidade à operação
A Polícia Civil de Minas
Gerais, com apoio da Polícia Militar e do setor de Inteligência de Patos de
Minas, deflagrou uma operação em Rio Paranaíba para apurar um esquema
envolvendo a possível comercialização irregular de medicamentos de alto custo e
uso indevido de identidade profissional.
A investigação teve início após
um médico procurar a Polícia Civil ao descobrir que pacientes estariam
adquirindo o medicamento “Mounjaro” em seu nome, sem que ele tivesse realizado
qualquer prescrição. A situação levantou suspeitas de fraude e uso indevido de
seus dados profissionais.
De acordo com as apurações, o
investigado teria utilizado indevidamente as informações do médico para
adquirir o medicamento junto a fornecedores, conferindo aparência de legalidade
à operação. Há indícios de que os produtos estariam sendo revendidos de forma
irregular no município. Também foi identificada a possível emissão de notas
fiscais em nome do profissional, sem autorização.
Com base nos elementos
reunidos, a Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão em
um endereço ligado ao suspeito.
Durante a operação, os
policiais apreenderam 21 caixas de medicamento à base de tirzepatida,
substância utilizada no tratamento de diabetes e também associada à perda de
peso. Além disso, foram recolhidas dezenas de seringas, aparelho celular,
notebook, cartões de memória, pen drive, receitas médicas, notas fiscais e
outros materiais considerados relevantes para a investigação.
Todo o material será submetido
à perícia técnica para identificar a origem dos medicamentos, verificar a
existência de falsificação documental e dimensionar a extensão da atividade
investigada, além de possíveis vítimas.
O investigado foi conduzido à
Delegacia de Polícia Civil para as providências legais cabíveis.
Fonte; Polícia Civil de Minas Gerais
