Lagoa Formosa - Briga entre dois homens termina com um deles ferido, prisão e carro incendiado na comunidade de Campina Verde
Os envolvidos na confusão estão vivendo e dormindo no local há algum tempo com suas famílias, inclusive com várias crianças pequenas. Eles dormem dentro de carros debaixo de um bambuzal.

Uma briga entre dois homens que estão vivendo acampados
com as famílias na comunidade de Campina Verde, no município de Lagoa Formosa,
terminou com um deles ferido, outro preso e um carro incendiado por vingança. O
caso ocorreu na tarde desta sexta-feira (4/3), quando a Polícia Militar
compareceu ao local para atender a ocorrência (vídeo).
Inicialmente, uma viatura da Polícia Militar
Rodoviária que estava próxima ao local do fato, foi acionada por testemunhas e
comunicada sobre a confusão que estava acontecendo. Os militares depararam com um
dos indivíduos desferindo socos e “pontapés” no outro. Foi solicitado que parasse,
mas ele não obedeceu e os militares tiveram que usar a pistola de impulsão
elétrica (spark) para contê-lo.
Foi solicitado apoio de Polícia Militar de Lagoa
Formosa que se deslocou com outras viaturas até o povoado. Em seguida, o autor,
um homem de 29 anos, natural de Pouso Alegre, foi preso. Apresentando sintomas
de ter feito uso de bebidas alcoólicas e drogas ele foi levado para o quartel
da PM.
Uma ambulância tentou prestar socorro à vítima, de 61
anos, natural de Uberaba/MG, que estava ferida, mas ela que também estava
embriagada, recusou-se. Contudo, algum tempo depois, esse mesmo homem que tinha
apanhado na briga, acabou colocando fogo no carro do indivíduo que tinha lhe agredido.
Militares do Corpo de Bombeiros de Patos de Minas
compareceram ao local e terminaram de apagar o fogo, mas o veículo Palio já
tinha sido consumido por inteiro pelas chamas. O suspeito de ter ateado fogo no
carro não foi localizado.
Ainda, conforme informações, os envolvidos nas
agressões estão vivendo no local há algum tempo e provocado muitas confusões. “Eles
saem e vão para Lagoa Formosa durante o dia, mas a noite voltam e dormem dentro
dos carros debaixo das “moitas” de bambus”, disse um morador.
Por Vanderlei Gontijo e Toninho Cury